Domingo, 2 de Agosto de 2009

Para a minha Amora Voadora

Há 2 anos atrás, se alguém me perguntasse, eu diria que era completa. Um marido excelente, dois filhos lindos, um emprego porreiro... Não me parecia que faltasse nada - estava, portanto, completa.

 

Não obstante, um dia houve em que vi a notícia de que uma minha companheira de barriga (da gravidez do Henrique) estava à espera de bebé novamente. E volvidos apenas uns dias desta notícia, eis que outra companheira de barriga anuncia o mesmo. Deu-me uma saudade de estar barriguda... e senti que talvez ainda não estivesse completa. Talvez me faltasse qualquer coisa. Talvez precisasse de uma menina...

 

No final de Novembro de 2007 confirmou-se: ia ser Mãe ao cubo. Terceira gravidez, supõe-se que desprovida de novidade e, talvez por isso, menos entusiasmante... mas não. Cada uma das vezes que estive grávida foi uma felicidade única, intensa, como se nunca o tivesse sentido antes.

 

Tal era a pressa de saber o sexo do meu novo bebé que não olhei a meios: fiz o teste "Meninooumenina" e em Dezembro soube que era uma miúda... explodi de felicidade! Das vezes anteriores torci pelo rapaz, desta feita estava mesmo a torcer pela menina - tive muita sorte!

 

Foste desde logo Catarina, com um período de dúvida para Maria Rita, mas Catarina venceu (o teu Pai disse que tinha sido eu a escolher os nomes dos teus irmãos, logo cabia-lhe a ele agora escolher o teu).

 

Desde cedo comecei a comprar mil e uma coisas para ti... tudo cor de rosa!!! Nunca tive especial inclinação pelo cor de rosa, e com certeza se tivesses vindo antes dos teus irmãos terias tido não sei quantos pares de jeans e t-shirts, andarias sempre de sapatilhas e siga... Mas como passei 7 anos a comprar roupa de menino, quando soube que eras rapariga deixei-me contagiar completamente pelo rosa e pelo delicodoce e pelo (roçando) fatela... :)

 

Esperei-te com tal ansiedade................. Nunca mais chegava o dia em que te conheceria, cara a cara, olho no olho...

 

Como boa gaja, foste uma teimosa da pior espécie, nunca mais nascias. E a terceira gravidez, dita (por doutos e menos doutos) mais curta, prolongava-se eternamente... Até que se marcou um dia para induzir o parto - dia 29 de Julho de 2008 pelas 9h.

 

Ora, no dia 29 de Julho de 2008 pelas 5h saltava eu da cama porque me tinham rebentado as águas. Teimosa até ao fim, nasceste quando quiseste, não quando te disseram!

 

Eram 8h32m quando te vi, finalmente. Estavas chateada (pudera!), choravas e tremias de frio no primeiro momento que te vi. E sim, os recém nascidos parecem coelhitos esfolados, mas eu num primeiro vislumbre achei-te logo linda de morrer... Paraste de chorar mal te puseram ao meu colo e olhaste-me com muita atenção, a franzir o sobrolho. "Super inteligente, está visto...!" - só uma Mãe consegue ver estas características nos primeiros minutos de vida. :)

 

Foste sempre uma bebé muito calma, todos te gabavam pelo sossegada que eras. E linda. Sempre foste muito linda. Esses olhos negros, grandes, imensos, mexem comigo desde aquele primeiro olhar.

 

Hoje olho para trás, carracita... e nisto já lá vai um ano. Um ano! E tu cresceste tanto!... Talvez por saber que não iria ter mais filhos depois de ti, vivi todos os teus dias já com saudade do minuto anterior... Pelo que cada conquista tua teve para mim um sabor agridoce, porquanto ficava feliz com os teus avanços e simultaneamente angustiada com o teu crescimento. Desejei várias vezes congelar momentos teus no tempo. E tenho-os guardadoa, na minha câmara pessoal (na alma, que é onde se encontram as fotos mais bonitas da minha vida).

 

Um ano.

 

És linda. Terrível, mas linda. Já tens muitas manhas, refilas com os teus irmãos e connosco, mas tão rápido nos franzes o sobrolho como nos abres o sorriso mais enternecedor do mundo! E nós babamos TODOS sem excepção. Cada gracinha nova tem direito a uma salva de palmas, e os Papás a rir e os Manos a saltar... E um orgulho desmedido nessa carita de palmo.

 

Só tens dois dentes (os incisivos inferiores centrais) e um outro a espreitar (incisivo superior central esquerdo - ufff!). És a minha desdentadinha... por esta altura os teus irmãos já tinhama  boca cheia de dentes!

 

Tens a mania que queres andar mas és super trapalhona. No entanto consegues, sozinha, agarrar-te ao sofá e pores-te em pé, com ar triunfante.

 

Bates palmas, esperneias e ris-te que nem tola sempre que ouves o Disko Partizani no carro... é de rir!

 

Fazes festinhas (um bocado abrutalhadas, mas festinhas) a mim, ao Papá e aos Manos. E tens o hábito irritante de beliscar - magoas!!!

 

Fazes tanta coisa que eu nem sei enumerar... Estás a crescer. A um ritmo alucinante. E eu estou a amar cada segundo!

 

Adoro-te, minha Carraça - Amora Voadora - Ervilha Cor de Rosa - Piuzita - LadyCat!

 

 

 

A Mamã

Hoje sinto-me...: muito galinha, muito lamechas!
Rabiscado pela Mãe dos Pius às 12:26
| Comenta! | Vê quem comentou (6)
Sábado, 25 de Julho de 2009

Tempo com filhos, tempo sem filhos

A maternidade é, de facto, maravilhosa. É todos os clichés e mais um par de botas. Adoro ser Mãe, sinto que cumpri o meu propósito na vida, sinto-me completa com os meus Pius, o meu pequeno (grande) tributo ao mundo.

O tempo que passo com os meus filhos é sempre compensador, adoro estar com eles e sinto sempre algum remorso quando não estou - penso que é inevitável a qualquer Mãe Galinha que se preze... Mas a galinhice por vezes tem o seu quê - falta de tempo pessoal, falta de tempo como casal... falta daquele egocentrismo saudável que qualquer pessoa necessita para manter a sua sanidade mental.

Por muito que goste dos meus filhos, que gosto, reconheço que são eles a causa do meu ritmo de vida stressante. Quando viemos viver para os Açores o nosso propósito último era mesmo relaxar, ter uma vida de "pasmaceira", estar na paz. Facto é que cerca de 2 semanas depois de termos chegado nos apercebemos que isso é impossível onde quer que estejamos e por maior qualidade de vida que o sítio ofereça. O nosso andamento não é superveniente do local, mas sim da nossa vida familiar - o que nos faz andar sempre a mil são os nossos filhos!

As chatices, o cansaço, a falta de humor, o humor excessivo, a adrenalina, o nervosismo, a ansiedade - tudo filhos.

Se me queixo? Às vezes sim, para mim própria. "Oh valha-me Buda", "o que é que eu fiz para merecer isto", "vou dar em doida", "só queria um minuto de silêncio". Se trocava? Not for a minute! Isto dos stresses, do cansaço e outros que tais é como diz o outro - primeiro estranha-se, depois entranha-se! Já faz parte de nós, da nossa vida, do nosso ser. E nem eu nem o P. trocaríamos este permanente rebuliço por uma vida calma - já não encaixa em nós.

Mas há que reconhecer, às vezes desejamo-la... mas só por breves minutos.

Afinal, ninguém tem putos mais giros, mais espertos e mais fofos que os meus! :D

Hoje sinto-me...: galinha
Rabiscado pela Mãe dos Pius às 09:18
| Comenta!

A Mãe dos Pius

Googla!

Pesquisa personalizada

Setembro 2017

Dom
Seg
Ter
Qua
Qui
Sex
Sab
1
2
3
4
5
6
7
8
9
10
11
12
13
14
15
16
17
19
20
21
22
23
24
25
26
27
28
29
30

Bicaditas mais antigas

Setembro 2017

Novembro 2010

Novembro 2009

Outubro 2009

Setembro 2009

Agosto 2009

Julho 2009

tags

todas as tags

blogs SAPO

subscrever feeds